Depois de um tempo, decolou em carreira solo de sucesso, embora com muitos altos e baixos, apesar do seu imenso talento, criatividade e ousadia para interpretar as músicas que cantava, criando novos ritmos e modalidades de leitura e interpretação musical.
Em 1958 ela fez o maior sucesso no Newport Jazz Festival, cantando divinamente sob o efeito de heroína, como contou mais tarde em suas memórias ‘High Times, Hard Times’ (1981), droga que já tinha detonado sua inspiradora musical Billie Holiday. Depois de uma overdose quase mortal, parou de usar. Maconha e álcool ela continuou usando pelo resto da vida, dizem. Pelo jeitão irreverente e avançadinho com que levava sua vida sexual, além das drogas lícitas e ilícitas que consumia largamente, recebeu o apelido de ‘Jezebel do Jazz’, como se fosse uma sedutora sem escrúpulos. A mediocridade do senso comum não perdoa ovelhas negras.
Anita morreu aos 87 anos enquanto dormia, durante uma hospitalização para tratar de uma pneumona, em Los Angeles, em novembro de 2006.

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