domingo, 30 de março de 2008

Doida ou santa?


“Ficções do Interlúdio/2”
Fernando Pessoa

Não sei se é amor que tens ou amor que finges,
O que me dás. Tanto me basta.

Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.

Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva é verdadeira.
Aceito, cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?

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